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Jun 18, 2026
CUIDADO com os GOLPES de IA
CUIDADO com os GOLPES de IA
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58:34
Transcript
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[música de introdução] Olá, Diogo. Fala, Marco. Muito bom dia. Bem-vindos a um, mais um Brown Talks. Mais um Brown Talks, agora com informações de utilidade pública.
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É, deixa eu só virar aqui. Aí, boa. Demorou? Tá bom. Informações de utilidade pública. Ano de eleições, de Copa do Mundo. É. Lembrando que não são apenas as pessoas de bem que aprendem a usar as novas tecnologias. Sim.
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As pessoas também mal-intencionadas estão correndo sempre na frente pra variar, não é isso, Diogo? Exatamente. Como várias outras ferramentas que existem, né, tecnologias que são criadas, não foram criadas pro mal, né?
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Mas a gente sabe que a criatividade do povo vai, vai além- Sem limite. É, sem limite.
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A gente falava em prevenção de perdas no varejo na época, né, na década de noventa, quando começou no Brasil esse movimento, a gente dizia que o bandido tava sempre à frente,
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à frente do, do empresário do varejo, porque ele pensa vinte e quatro horas numa forma de lesar, de fraudar, de ganhar algum tipo de vantagem ou prejudicar as pessoas. É.
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É, tem aquela história lá, a montadora tá pensando na melhor segurança do carro e desenvolvendo, e tem gente já pensando em como quebrar isso.
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Ao mesmo tempo que sempre tem alguém de dentro que vaza uma informação, sempre tem alguma coisa, né? E qual que é o nosso intuito nesse episódio aqui?
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É trazer algumas tecnologias que a gente sabe, conhece que existem, que podem ser usadas pro mal, vamos dizer assim.
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E a gente quer alertar vocês aí, dar um toque, o que são essas tecnologias, porque vocês sabendo o que que a-- nesse caso específico, o que a IA pode fazer, cê já consegue, na hora que acontecer, se prevenir de alguma maneira, né?
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Exato. É óbvio que junto com as ferramentas sempre vai entrar a engenharia social, a habilidade do, do golpista em, em te contornar, lidar com a pessoa.
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Então tudo isso a gente não consegue ajudar diretamente, mas vamos dar algumas dicas também, mas nós vamos mais trazer sobre a tecnologia, o que que ela é capaz de fazer. Sim. Como, como sempre, né, a gente diz que,
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é, a prevenção de perdas, vamos chamar assim, né, ela é, ele é um misto entre conhecimento e atitude. É. Não basta apenas você ter o conhecimento se você não mudar a tua forma de se relacionar.
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E se você que tá assistindo esse vídeo
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tem netas ou filhos pequenos, ou então uma mãe idosa que tá lá com o telefone o dia inteiro, como é o meu caso, né, e a gente tem que fazer uma série de, de malabarismos pra evitar que ela caia nos inúmeros golpes que ela está susceptível, presta bastante atenção porque a gente vai dar dicas muito práticas e muito úteis pra evitar muita dor de cabeça.
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É isso aí. E, cara, eu acho que uma das coisas que mais conhecem, que têm em vista aí, é a geração de vídeos com inteligência artificial. Então hoje já é possível você, é, pegar a imagem de um-- eu já fiz isso.
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Não sei, será que eu deixo como exemplo? Não, aqui no vídeo? Tem dois vídeos, que é óbvio que eu não me esforcei pra fazer nada, né? Continua sendo a minha voz, mas o que que é possível fazer hoje?
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Eu gravo um vídeo igual a gente tá aqui. Estamos gravando um vídeo aqui. Depois eu posso colocar qualquer pessoa no nosso lugar, isso ser praticamente imperceptível.
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Eu fiz isso tanto com a imagem do Lula quanto do Bolsonaro, pra não ter briga, né? Eu fiz com a imagem dos dois, até pra alertar as pessoas, como um cuidado.
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Cuidado, por exemplo, nessas eleições, nessa, nesse tempo que nós vivemos hoje, com essas coisas que te engana, né? Sim.
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Nós temos que tá sempre com olhos abertos e nós vamos dar algumas dicas aqui de como você tentar identificar essas, essas coisas que são verdadeiras ou não. E,
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e então começando, eu acho que é interessante você saber disso, que hoje é muito fácil, não exige conhecimento técnico nenhum, você se transformar numa pessoa.
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E aí vamo utilizar, vamo falar das maneiras que pode ser usado pro bem também, porque a gente equilibra e traz essas coisas pras pessoas que tão assistindo a gente, né.
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Por exemplo, um criador de conteúdo, ou a gente quer gravar um, uma propaganda pra Brownz AI, por exemplo, né. E pô, você pode gravar o vídeo da maneira que você quiser.
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Por exemplo, eu posso gravar de camiseta regata e bermuda, e depois que eu gravar eu me colocar de terno lá. Tá resolvido, né? Ou você pode colocar um outro estereótipo de pessoa ali, né?
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Ah eu, eu gravo, mas depois eu coloco uma mulher ali falando no meu lugar.
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Você faz uma brincadeira, você traz a imagem de Albert Einstein pra falar sobre a Brownz AI, trazendo a autoridade do maior físico e cientista que jamais existiu. Exatamente.
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Então eu posso gravar aqui, como eu tô falando com vocês, depois substituir isso. Isso é muito fácil. Já tem, é, ferramentas que fazem isso prontamente, já são prontas pra isso.
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Sincroniza, sincroniza a abertura de lábio, é um negócio muito, muito bem feito. É bem feito demais, até, chega até assustar. E a má notícia é que cada dia que passa vai ficar cada vez mais perfeito. Mais...
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É, a gente que lida com inteligência artificial diariamente, é, já teve vídeo, já tem vídeo hoje em dia que eu bato o olho, tem que assistir duas, três vezes pra ter certeza.
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E mesmo assim cê ainda fica com uma pulga atrás da orelha falando: "meu, não tenho certeza se é IA ou não."
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E aí na prática, Diogo, vamo imaginar o seguinte: o dia a dia hoje, tanto do idoso como das crianças, que são mais ou menos ali equivalentes na ingenuidade em alguns momentos, não é? Uhum, é sim.
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Então eles estão extremamente vulneráveis Com mensagens de e-mail em menor nível, né? É.
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Agora, ligação telefônica e o WhatsApp no Brasil, são acho que as duas principais-- os dois principais, é, é, ganchos pra você aplicar golpe, né? Pra criança tem aquele Roblox também, né. Roblox.
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Roblox é uma-- é um jogo, que tem vários jogos dentro. E aí entra qualquer pessoa lá e você se comunica com as pessoas que tão lá dentro, né, você, o seu bonequinho e outro bonequinho. Sim.
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E hoje em dia tem ferramentas muito, muito boas em alterar a sua vo-- a sua voz ao vivo, né, instantaneamente, em real time. Então o cara tá falando e aquela voz pode se tornar uma voz de criança.
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E ele tá ali usando, como eu disse, a engenharia social, o diálogo pra encantar aquela criança de alguma maneira e tirar ela do jogo e convidar ela pra encontrar: "Ah, vem na minha casa, vem conhecer meus bonecos, vem conhecer meus brinquedos," isso é perigosíssimo, tem que ter- É.
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Só que nesse caso, infelizmente, é só acompanhamento dos pais realmente que vai mudar isso.
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Não tem, é, pelo menos ainda não existe uma tecnologia, pelo menos que eu conheça, que em real time fala: "Ó, isso aqui tá sendo modificado," né? O- Sim, vai acabar nascendo. Pode ser que a-- é.
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Mas o que, o que a gente, o que a gente diz é o seguinte: criança e idoso têm uma privacidade relativa. É. Relativa. "Ah, está aqui, estou aqui no meu quarto." Não tem essa de estar aqui no meu quarto.
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Menor de idade, uma criança, ela tem que se submeter ou tem que apresentar aos pais cem por cento das suas rotinas.
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A mãe e o pai têm que estar ao lado e muitas vezes até o próprio mãe, o próprio pai pode vacilar nesse controle. Imagina as crianças, né?
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É, hoje já existem o, o, os dispositivos, né, existem controles parentais, né, que já bloqueia o YouTube mesmo, só acessa o YouTube padrão com senha, aí você só tem acesso ao YouTube Kids pra você entregar na mão do seu filho.
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Então algumas medidas já são tomadas, mas depende ainda do pai supervisionar, né. Ah, uma rede social, se a criança já tem, dependendo da idade, doze anos, treze anos, já tem uma rede social.
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E, e hoje, umas coisas tão muito fáceis, às vezes a criança cria sem o pai nem saber, a mãe nem saber que a criança tem uma rede social. Às vezes nem o pai sabe criar a rede social e a criança já sabe. Exatamente.
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Então, por isso que a gente tá trazendo isso, porque isso ajuda também pais, né? Porque se você não sabe a tecnologia que existe, como é que você vai evitar isso?
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Se você não tem nem ideia que uma voz pode ser clonada em dez segundos, não sei nem se você sabia disso, mas em dez segundos a sua voz pode ser clonada beirando a perfeição. E aí tem aquele lance da ligação, né? Exato.
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As pessoas ligam pro teu telefone, não falam nada, aí a pessoa fica falando- Aí cê fica: "Alô, oi, quem que tá falando? Alô, alô," pronto, pegou sua voz.
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Você deu amostras da tua voz pra alguém do outro lado da linha recompor o timbre vocal seu, né, ou de quem quer que seja, pra fazer um clone de voz.
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Inclusive nesses, nesses momentos que você, é, fala mais forte: "Alô, oi," tá, isso tudo vai pegando essas nuances da voz.
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E depois é muito fácil criar um áudio no WhatsApp te enviando lá: "Mãe, tô precisando de dinheiro aqui, manda um pix pra mim." Acabou, aí a mãe: "Ó, filho-" A gente vai falar de uma forma bem clara pra vocês.
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Quando nós criamos agentes pra falar por voz, a gente oferece pros clientes. "Você quer que ele fale com a sua voz ou cê quer que ele fale com uma voz treinada?" "Ah, não, eu quero que ele fale com a minha voz."
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É um trecho, né, é um, é um, ele-- é um texto que ele lê pra nós com várias frases e entonações e tudo mais, já é o suficiente pra gente fazer o clone da voz e você conversar achando que tá falando com alguém, cê tá falando com uma inteligência artificial.
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Profissionalmente, uma clonagem profissional, que aí você tá beirando a perfeição mesmo pra conversas longas e tal, às vezes um dez minutos de áudio resolve.
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Agora pra você mandar um audiozinho curto e só pegar teu timbre, porque às vezes você gera uma, uma urgência na pessoa tão grande que ela nem tá prestando atenção se aquela voz é exatamente igual ou uma situação de socorro.
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Pô, a pessoa tá nervosa, não tá falando direito, não, não vai pensar se tá falando ou não. Então, é, a dica principal hoje é, né, principalmente como a gente tá falando.
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Se não existe-- se, se houvesse um aplicativo que cê instalasse no seu celular, aí a gente ia te passar agora, falar: "Ó, instala esse aplicativo que ele vai acusar pra você quando é uma voz clonada, é uma tecnologia fazendo, alguma coisa assim.
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Pronto, tá resolvido."
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Mas como não existe ainda, ou pelo menos a gente não conhece, e dentro das pesquisas que a gente fez, a gente não encontrou nada, porque antes de, de gravar aqui, a gente fez uma pesquisa pra saber se existia, a gente não conhecia, mas não encontramos nada.
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Então a gente tem que lidar sabendo o que pode acontecer e lidar com as nossas emoções. Não tem tanta alternativa hoje, né.
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Inclusive, é, meu falecido avô, é, há, há bons anos atrás, que sempre houve esse tipo de golpe, né. Assim, faz muitos anos que existe o golpe do: "Pai, quer..."
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né, uma voz meio de fundo, "ó, tô aqui com seu filho, tô aqui com sua filha," porque aí só fala uma vozinha de fundo, a pessoa já: "Opa, aconteceu alguma coisa."
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E fizeram isso com meu avô de alguma maneira assim, eu não lembro exatamente como foi. Meu avô teve a calma de desligar o telefone, antigamente telefone fixo ainda, aquele que girasse [risos]. De disc. É, de disc.
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Ele desligou o telefone, pegou e ligou pro meu pai e falou: "Tá tudo bem aí?" "Não, tá tudo bem." "Ah, por que me ligaram assim, assado?" "Não, não, não é nada." Então, é, é essa calma que você tem que ter.
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Aconteceu alguma coisa? Respira fundo, sabendo hoje. Se já acontecia e caíam sem a clonagem de voz, com a clonagem de voz então, fica muito mais fácil, né.
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Porque além do susto, tem a voz realmente do seu parente, do seu ente querido falando ali. Aí você se apavora mais ainda. O que a gente fala é de procedimento, né. Nós temos que estar, infelizmente, no mundo de hoje
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Principalmente os mais vulneráveis, que são as crianças e os idosos, eles tá-- eles têm que estar em constante vigilância, vigilância de um, de um terceiro, é, no-- e, e bem instruídos no sentido aspecto.
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Alguém ligou para o teu telefone de um número desconhecido? Não atenda. Se atender e não falar nada, não fale nada e desligue. É.
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O melhor é nem atender, porque se alguém quer falar com você de fato, por alguma razão, então por exemplo, vou dar o exemplo da minha mãe. Então, eu e meu irmão fizemos o quê?
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Trouxemos para nós toda a parte burocrática da vida dela. Sim. Então ela não cuida com-- de ban-- ela nem tem banco no telefone dela. Outro dia ela disse que ia comprar a oração do Neymar, que o Neymar fez- Meu Deus.
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Que tava sendo vendido no YouTube. É isso. É isso. "Ah, essa aqui é a oração que o Neymar usa. Ah, eu ia comprar pra vocês," mas não compra. Por que que ela não compra? Porque ela não tem como fazer isso.
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Se tivesse, ela teria gasto dinheiro comprando a oração do Neymar. A intenção é sempre boa, né? Não entenda que a pessoa não tá amparada e não tem dinheiro pra fazer nada, né? Não é isso. Pelo contrário.
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É o contrário, né? Pelo contrário, a gente supre tudo pra ela. Só que a gente não deixa ela livre pra acessar banco, acessar Pix, essas coisas todas. Por quê?
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Porque a gente sabe que ela hoje não tem uma con-- uma condição cognitiva adequada pra isso. É uma responsabilidade muito grande e o volume de golpista que tem no mercado hoje é um-- é muito grande.
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E eu não sei como que eles rastreiam, mas eles vão atrás dos idosos com uma facilidade gigantesca. Ah, deve ser previdência.
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Eles devem pegar a base de dados da previdência ou, ou, ou do, do, sei lá, por algum outro canal qualquer que eles conseguem ver a idade. Pela idade, CPF.
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Eles vão direto nesse gente, porque é, são as pessoas com menos maldade, com menos malícia. É. Né? Com menos percepção do, da, da-- do que é falso, do que é verdadeiro e vão pra cima deles.
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A gente sabe de quem pode tá assistindo isso aqui dificilmente vai ser esse público. Ah, sim. Mas a gente tá alertando pra que você- Sim.
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Com a sua família, tanto sendo mais velho quanto sendo mais novo, os filhos, alguma coisa, você tenha essa ciência. Exatamente.
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E conosco, é, e quem tá ativamente, quem tá ativo no trabalho, quem é empresário, muitas vezes a gente precisa atender um telefonema de um número que a gente não conhece. Sim.
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Porque às vezes é um prospect, alguma com-- uma, uma indicação, por exemplo, alguém que tá querendo falar com a gente. Então liste essas dicas, né? Vai atender o número de um telefone desconhecido, atende e fica mudo.
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Por quê? Primeiro, se você ficar falando, pode ser alguém querendo clonar a sua voz, e aí você fala dez segundos, tá resolvido. É o que o cara precisava. Acabou.
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Segundo, se for um robô, o robô não vai falar nada até você falar um oi, porque geralmente é o, é o gatilho. Escutou uma voz, aí às vezes entra o robô que transfere pra uma pessoa falar.
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E aí já é propaganda, então normalmente cê não vai querer falar também. Então, o simples, olha, olha que, que coisa fácil. E simples. Dica simples. Não fala nada. Atende o telefone, não abre sua boca, fica quietinho.
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Normalmente a ligação vai cair quando não é algo sério.
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Se for alguém, um prospect, alguma coisa séria, com certeza vai ser uma pessoa falando: "Alô, eu falo com fulano de tal, aqui é tal pessoa" aí você vai levando, vai, vai também identificando o que que é, né? Exato.
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E aí daí pra frente cê conversa. Exato. Também pode ouvir, é, não, não conheço o caso desse sentido ainda, porque a pessoa se expõe muito também, de alguém falando pra capturar a voz e clonar.
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Dificilmente alguém vai fazer isso. "Fala comigo" Mas o risco existe. Mas existe também. Então começa mudo e sai calado. [risada] E aí tem aquele, aquele procedimento, né?
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Então veja, as crianças é monitoramento cem por cento e de preferência, limite totalmente o acesso delas ao, ao ambiente que extrapola o ambiente kids. Que não é à toa que existe aquele, aquele ditado, né?
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"Como tirar doce de criança ou o barulho da boca" que é fácil. É muito fácil. Você,
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é, é ludibriar uma criança, enganar, mostrar um brinquedo, a criança cai fácil, ela fica curiosa, ela, infelizmente- Não, não dá pra gente mudar algumas coisas, né? É.
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Que porque bom senso, bom senso é uma, é uma visão relativa. Exato. Mas, por exemplo, até uma determinada idade, não pode dar um telefone celular pra uma criança. É. É um canal de comunicação para o mundo
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muito, muito perigoso. É, quanto mais alto for a, a classe social da criança, maior a pressão da sociedade em entregar pra ele, né? As amiguinhas na escola já têm um celular. "Ah, ô minha ami..."
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Tem uma amiguinha de dez anos que já tem um iPhone 17. Dependendo do, do padrão de vida da família, isso acontece. E aí você-- e aí ela faz, ainda faz bullying, né? Fala: "Seus pais não te deram o telefone ainda?"
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Bom, se você tá nessa armadilha, eu recomendo que se você for dar esse presente, que é uma armadilha pra ela também, tá?
17:17
Que você tenha toda a, a, o cuidado de bloquear e proibir qualquer tipo de aplicativo ou de comportamento que exponha a imagem desta criança, é, de uma idade que ainda não é condizente com esse tipo de exposição.
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Você, ela, ó, com fotos, veja só, com fotos os mal-intencionados identifica, né? Todo mundo parece que o cara vai tomar banho, tira uma foto. É. O cara vai sair de casa, bate uma foto do espelho.
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Aí tá no carro, bate uma foto no carro. Eu, eu, desculpa, eu não consigo entender, é, qual é essa necessidade assustadora de compartilhar cada milímetro do seu dia com, com as pessoas, né?
17:56
Guardado os caras que vivem disso, né? Que isso acaba gerando engajamento e gerando negócio, você tá dando de prato cheio nas mãos de uma pessoa mal-intencionada, a localidade que você mora, as tuas rotinas.
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"Ó, ele sai todo dia o mesmo horário, o carro dele é esse, ele faz esse percurso."
18:16
É tudo que o bandido precisa pra interceptar você, que não é nem idoso, que nem é criança Você que tá dando mole na rua, que o cara tá te acompanhando e você tá exibindo a riqueza ou a tua prosperidade pra todo mundo ver.
18:28
Olha só, pra cê ver o perigo disso, né? É, isso que eu vou falar agora não é perigo, mas não é à toa que a Justiça hoje aceita fotos de Facebook como prova, no, num processo, né? Então porque tá ali.
18:41
Mas eu já vi vídeos que fizeram, tipo como se fosse uma, um estudo social, uma pesquisa, em que chega um cara lá e fala assim: "Mano, eu tô aqui fazendo uma pesquisa, sou da faculdade tal."
18:54
Um exemplo, que eu nem lembro se é exatamente isso, mas é bem possível. "Tô fazendo psicologia na, não sei, na USP e tô fazendo uma pesquisa pro meu TCC, cê não me ajuda a responder?" A pessoa: "Ah, claro, tal."
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"Beleza, qual que é seu nome completo? Qual que é seu CPF?" Acabou. A partir daí, ela va-- começa a pesquisar na, na rede social, pelo nome completo, cê vai, encontra a rede social da pessoa, descobre absolutamente tudo.
19:19
Aonde a pessoa foi viajar a última vez, aonde que ela tava, onde que ela mora- Se ela tá em casa, se ela não tá em casa...onde ela frequenta, se ela não tá em casa, se ela tá na rua.
19:25
E aí depois chega uma outra pessoa nessa, nessa pessoa que foi entrevistada, depois de um tempinho, aí começa a falar: "Ah, cê viajou pra tal lugar" e se passa como um paranormal.
19:35
E a pessoa fala: "Como é que cê sabe tanto da minha vida?" Ela não tem nem noção que só pela rede social- Sim...a pessoa sabe muito da vida dela. Então é isso.
19:44
Igual o Marco falou, tem gente que opta por viver assim e vive disso, é um, é um risco que ela corre no, no, no trabalho que ela tem.
19:53
Tem gente que sonha em viver com isso e vai tentando isso também, e tem gente que posta só pra falar que posta, e aí você tem que pôr na balança o que que cê vale a pena pra, pra sua vida ou não.
20:02
Ninguém tá dizendo, ninguém tá fazendo apologia de você não estar em redes sociais. É, não tem nada a ver, uma coisa com outra.
20:08
Mas tenha a consciência de que quando você posta a família inteira, você mora numa casa, por exemplo. "Ah, eu v-- estamos indo para a Europa, vamos ficar vinte dias."
20:18
Todos os bandidos que tão vendo você, sabe que cês vão ficar fora de casa vinte dias. É. Capaz que quando vocês chegarem em casa, tem a televisão nova lá pra vocês, tem uma geladeira nova, tem um novo computador, né?
20:29
Ah, claro. Um carro novo na garagem. Eu tenho uma rede social que eu gosto de postar tudo só pros meus amigos e família e é fechada. Pô, matou. Esquece, tá tudo certo.
20:36
Ainda corre o risco de alguém invadir a conta de alguma pessoa que tá ali e dar um problema, mas já tá mitigado. Exato. Já tá mitigado. Mas aí qual que é o grande problema também, né?
20:45
Tu já viu alguém que compra um equipamento, pega o manual de instrução e lê? O brasileiro mal tem paciência de ler. Jamais. Hoje em dia nem vê mais. É um dos países que menos se lê no planeta, é o Brasil.
20:57
Então assim, você tem uma rede social e você não parou nem um minuto pra entrar nas configurações de privacidade da tua conta pra dizer o que que é limitado, o que que não é limitado.
21:09
Preste-- não, gente, quando o serviço é de graça, o produto é você. É, quando você não vê o- Não esqueça disso...quando você não enxerga o produto, o produto é você. O produto é você.
21:18
"Ah, eu não pago nada pra usar o Instagram." É, não paga. É que nem o SUS, né? É, eu falando em época de eleições, né? É, é, "ah, não, o Brasil é maravilhoso porque o SUS é, a saúde aqui é de graça."
21:31
Eu não sei que "de graça" é esse com o país que tem a maior- Cê acha que não tá pagando...taxa de impostos per capita ou em, em comparação ao PIB do planeta. Você paga, querido, o SUS, não é de graça.
21:46
Quando você compra um carro, cê tá pagando cinquenta por cento de impostos e você paga impostos em cascata enquanto você tiver esse carro. O tempo inteiro.
21:56
Em tudo que cê faz na sua vida, cê compra um café, cê, cê tá- Paga imposto. Aí cê compra o carro, cê paga o, o IPVA, cê paga o licenciamento- Licenciamento, emplacamento, seguro...aí cê vai, tem que pagar o seguro extra.
22:10
Aí cê passa na, aí cê passa na rodovia, cê paga o pedágio. Paga o pedágio. Aí cê fala que é tudo de graça, né?
22:16
Aí você paga o IPTU da tua cidade, aí você cai num buraco na tua cidade, quem comp-- quem paga o conserto é você e não a prefeitura.
22:24
Então assim, o brasileiro ele é- Ele paga duas vezes tudo...é um povo mais ignorante com relação aos seus direitos que eu conheci na minha vida. Não sabe, acha que tudo é culpa dele, né? Nós fomos criados dessa forma.
22:38
E não sabemos requerer os nossos direitos e tudo mais, e aí vem a preocupação já pegando um gancho, Diogo, pras eleições que estão vindo.
22:46
Quem acompanha um pouco das notícias já sabe a pancadaria que tá acontecendo entre o governo e a oposição nessa sucessão presidencial. O que esperar, o que esperar, te digo eu,
22:59
é, de regulamentação, que você acha que Cássio Nunes, assumindo agora a presidência do TSE, do Tribunal Superior Eleitoral, o que na tua visão deveria ser uma preocupação do Cássio Nunes no que diz respeito à propaganda e divulgação eleitoral nas eleições de 2026?
23:17
É, eu não sei se, se, se regulamentação política, se eu tenho aptidão pra falar es-- diretamente disso, mas- Mas aos olhos da tecnologia- É, então justamente...da comunicação. É isso que eu ia falar.
23:32
Eu tenho certeza absoluta que, e aí não vamos falar de lado, tá?
23:36
Nem um lado nem outro, mas eu tenho certeza que dos dois lados vão surgir vídeos falsos, vão surgir, é, muito facilmente, que já tem acontecido, só que tá cada vez mais fácil de fazer.
23:52
É, principalmente essa parte de vídeo falso que dispara do WhatsApp, al-alguém fazendo alguma coisa ou uma im-uma imagem tal. Cara, eu fiz uma brincadeira uma vez, um, é, o modelo Sora, né, do, do GPT,
24:09
que é o que cria vídeo, e pra você ver, ele mesmo automaticamente, cê baixava-- é que agora eles tão descontinuando que só deu prejuízo isso aí, então vai sair fora.
24:19
Mas cê baixava o aplicativo no celular, cê fazia assim ó, o celular apontava, aí ele vira de lado, aí cê fazia assim, acabou, ele te clonou Você pedia qualquer vídeo pra fazer com vo-- com, com a tua imagem, ele fazia.
24:32
E aí eu fiz uma brincadeira e postei no meu Instagram, coloquei lá o modelo exato da Ferrari que eu queria, conversível e não sei o que lá- O local. Andando na Paulista, não sei o que lá.
24:43
Eu fiz, coloquei nos meus stories, o que veio de gente pra me dar parabéns. "Pô, Diogo, parabéns, que legal o carro, hein? Poxa, que bacana, não sei o quê." Inacreditável, né? E ali são- Isso tudo é brincadeira, né?
24:55
E são pessoas que me conhecem. Sim. Entende? Então, eu olhando com calma, eu falei: "Cara"- A Ferrari a gente sabe que é verdade, mas na Paulista- Não. Que vacilo, né, Diogo? Eu tô falando até do meu rosto.
25:08
Eu olhando assim, eu falo: "Cara, não tá tão igual assim, tá bem parecido." É. E você acha que as pessoas vão prestar atenção nisso, mas não, não tão prestando atenção nisso.
25:16
E aí, ó, aí- Tão prestando atenção no contexto geral. Aí eu vou, eu vou chamar a atenção dos espectadores na seguinte, na, na seguinte situação.
25:27
Vocês acham que nós estamos falando de pessoas que vão usar aqueles vídeos do Meta AI, os vídeos do Sora 2, os vídeos, é-- eles não, é gente- Nós vamos pra uma coisa muito mais avançada.
25:38
É gente muito mais, é especializada, que vai pegar um vídeo, que ele tá meio desfocado- Exato. Que tá meio distante, ou seja- Porque se for muito perfeito também não fica realista. Não fica realista. Não fica real.
25:53
Então o que que-- dentre, dentre todas essas, essas possibilidades que a tecnologia vai propiciar pro mal e pro bem, o que que nós recomendamos a você?
26:05
A gente recomenda que toda informação que for discrepante, que for uma informação alarmista, que a gente busque checar essa informação.
26:14
E vou dizer uma coisa pra você, até hoje, no Brasil, checar informação continua sendo um problema. Porque os, os checadores de plantão, a gente viu o que aconteceu nas últimas eleições, né?
26:26
A gente sabe o que acontece nas pesquisas. Política no Brasil ou fora do Brasil, é a disputa por um poder imensurável pro cidadão comum.
26:36
As pessoas vão fazer tudo o que está dentro ou fora dos princípios básicos da índole humana. E a gente sabe que dinheiro não é o limite, né? Pra conquistar.
26:48
Vão fazer de tudo pra prejudicar uma, um, alguém, pra- Pra enganar o outro. Pra derrubar uma, uma-- começa alguém a crescer nas pesquisas, pode ver.
26:59
Nós temos uma pancada-- uma pancadaria hoje focada em dois elementos, mas tem múltiplos elementos que vão começar a sair fora desse arco.
27:09
E o brasileiro, e boa parte do brasileiro que já não suporta mais essa polarização, vai acabar buscando uma outra solução, uma terceira via pra tentar, é, tirar o Brasil dessa situação que não somos nós que vamos dizer, né?
27:26
Quem tem olho que veja a situação que o Brasil está atualmente. De juro da dívida, nós tamo pagando um trilhão de reais, de juros- É. Da dívida. Se você não sabe o que é isso, então você nunca vai se assustar.
27:40
Bem dito, como é que diz o outro lá: "A ignorância é uma bênção." É uma bênção. Né? É, significa um país comprometido.
27:47
As eleições definem se os teus filhos e os teus netos terão, é, o que comer no futuro, se eles terão condição de se empregar no futuro. É disso que nós estamos falando.
27:58
E nós estamos afirmando pra vocês que esse ano vai ser o ano da discrepância da, da, das imagens, dos vídeos, da inteligência artificial fazendo coisas no arco da velha, pra tirar a tua opinião de um candidato e colocar em outra.
28:11
É. Eu acho que, infelizmente, hoje em dia a gente não pode levar como verdade absoluta nada, de que não parta de quem a gente realmente confia, né?
28:21
Se chega uma informação no WhatsApp, igual o Marco disse, o primeiro ponto é pesquisar a veracidade daquilo.
28:27
Só que infelizmente, as mídias que a gente tem acesso pra fazer essa pesquisa também muitas vezes são manipuladas. Então eu tinha uma-- e-eu não sei se cê sabe disso, mas eu criei uma inteligência artificial
28:42
verificadora de fatos. Ah, mesmo? É.
28:45
Então eu recebia uma informação, eu jogava lá e ela fazia múltiplas pesquisas simultâneas na internet, buscando aquele fato em vários locais diferente, cruzava os dados e falava: "Não, tá parecendo verdade, porque apareceu aqui, apareceu aqui, em fontes confiáveis."
29:01
Só que mesmo assim eu não consigo confiar muito mais hoje, não. É inacreditável. Então- Eu vou recordar, vou recordar em cima dessa tua métrica, desculpa te cortar. Não, não. Foi um excesso seu.
29:08
Acho que era só pra finalizar. Acho que então, infelizmente, é, foi o que eu falei. Não dá pra confiar plenamente em tudo que a gente vê. As últimas eleições já foram tão afrontosas no que diz respeito à, à mentiras, né?
29:23
Porque verdade é um conceito extremamente relativo, né? É. Verdade é relativo. Existe uma, existe um conceito de que uma mentira falada diversas vezes, ela se transforma numa verdade.
29:34
E por isso que a gente sempre reforça, Diogo: vá buscar várias fontes de informação.
29:41
Hoje, por incrível que pareça, é, com esse visível e lamentável aparelhamento que a gente percebe de alguns veículos de comunicação, é, as redes sociais, alguns canais de redes sociais hoje, não é porque tá na rede social exclusivamente que é de baixa qualidade.
29:58
Exato. Cê tem profissionais, jornalistas, é, muito antigos e muito respeitados hoje com os seus canais dentro das redes sociais. Vá procurar a opinião deles, a visão desses caras sobre isso. É isso aí.
30:11
Porque, na verdade, o jornalismo ele tem como função o quê? Não apenas investigar e checar uma fonte, como ter uma opinião neutra a respeito disso. Deveria pelo menos.
30:20
Se, se você, porque cê pega, por exemplo, só pra acabar aqui a nossa discussão política, que isso aqui também não é uma discussão, mas é uma óticas, né.
30:29
Hoje você tem claramente nos Estados Unidos a CNN Que é até vermelha, né? Coincidentemente na cor vermelha, que ela é, ela tende a defender os democratas, né, a esquerda no mundo. E você tem a Fox News, que é azul,
30:45
né, que é a cor dos republicanos, que defende a visão da direita no mundo como um todo. Ou seja, o mundo tá totalmente polarizado. Busca a neutralidade, o equilíbrio, através das pesquisas de, de fontes críveis. É.
31:01
Foi, foi o que eu disse também, né? É difícil a gente ter a certeza absoluta das coisas.
31:06
Aconteceram coisas no Brasil aí, por exemplo, do cara da Choquei que foi preso, que já foi comprovado que ele criava matérias a favor de pessoas que tavam fazendo coisa errada pra aumentar a percepção que aquela pessoa era boa.
31:20
Então assim, é complicado, a gente sabe que não é fácil lidar com isso. Não é fácil. Então assim, não tome como nunca- Verdade absoluta. De lado nenhum como verdade absoluta as informações.
31:32
Tente buscar-- eu acho que o principal de tudo é você ter autonomia e conhecimento pra decidir o que que é certo e o que é errado. Esse é o, seria o melhor do, dos mundos, né?
31:42
É o que a gente chama num, num, num vamos dizer assim, num nível, num nível, é, mais intelectual, né? Mais politizado ou intelectualizado, de você formar opinião.
31:54
Formar opinião é a capacidade que você tem de ouvir múltiplas fontes e, e, e formar, e ter a tua própria visão sustentada sobre esse assunto. Agora, saindo deste ambiente político- Por favor.
32:05
Que puxa a gente para cá, né? A gente quer levar as coisas do espírito, né, Diogo. Com certeza. A preocupação maior realmente está em preservar a segurança e a integridade dos idosos e das crianças. Hã...
32:20
A gente, a gente tem ouvido falar, é, e muitas vezes a gente, a gente percebe que, é, não, há não muito tempo atrás, alguns jogos que estavam envolvendo as crianças e, e trazendo desafios a ponto de fazer as crianças causarem mutilação nela mesma, como-- ou seja,
32:40
ve-veja só, nós nem estávamos falando de inteligência artificial. Exato. A gente tava falando só de uma- De engenharia social. De engenharia social.
32:48
E isso ta-- e isso por si só já tava causando danos físicos à distância nas crianças.
32:54
O que vem por aí, e eu acho que é um assunto interessante pra gente pegar esses poucos minutos que nos restam, Diogo, queria muito a tua opinião a respeito disso, é, é toda essa tendência, toda essa, esse cenário da, da, do que, do que hoje nós chamamos de realidade ampliada, de, da, da realidade virtual 2.0, que tá, que tá desenhando aí uma, uma imersão profunda das pessoas em ambientes virtuais.
33:22
Fala um pouco da tua percepção sobre os danos que isso pode causar, não só na estabilidade do ser humano, como impacto social. Tá. Vou falar.
33:31
Eu vou só retroceder um pouquinho e voltar na, em uma dica só pra finalizar o assunto anterior, é, colocar dois pontos aqui, mas não esquece isso aí que é importantíssimo também, tá? Me relembra se eu esquecer.
33:44
Mas é bem rápido. Então, os perigos hoje da inteligência artificial, no sentido que a gente falou da eleição política, em vídeos.
33:53
Então existem vídeos que são criados a partir do nada, um vídeo falso que é criado a partir do nada, e um vídeo que a gente falou que, por exemplo,
34:02
é, foram feitas várias etapas como a clonagem da voz, depois a clonagem da pessoa em si, a aparência e tudo. "Mas Diogo, como é que eu identifico isso? Tem como?"
34:13
Aí eu vou dar alguns pontos aqui, tá cada vez mais perfeito, mas alguns pontos que eu sei que, que quando eu vou ver um vídeo eu vou buscar, que é pra ver se aquilo é de IA ou não. E aí na maioria das vezes a gente pega.
34:25
Então, o primeiro ponto é: é, fundo. Vou dar um exemplo básico aqui. Por exemplo, é um, um ambiente de um supermercado, onde cê tem vários produtos iguais no fundo.
34:37
Geralmente quando tem muita coisa junta no segundo plano, aquilo se, é, distorce um pouco. Então coisa que não aconteceria normalmente num vídeo.
34:47
Então cê olha naqueles pontos ali, cê começa a ver que dá uma distorção, tem uma coisa meio esquisita, desconfia. É, o, o, a maior dica é esteja sempre desconfiado. Infelizmente a gente tem que viver assim hoje.
34:59
Desconfia. Outro ponto: é, existe uma coisa que chama lip sync, que é a sincronização dos lábios, né? É, repara que muitas vezes o canto da boca fica um pouco esquisito.
35:15
Como é feito muitas vezes em cima de um vídeo ou de uma imagem, às vezes a boca mexe e fica um embaçado com a imagem de baixo, a boca antiga, vamos dizer assim, aparecendo meio embaçado.
35:27
Então fixa bem os olhos nos lábios, que ainda pega algumas coisas assim, um embaçamento, alguma, no canto da boca alguma coisa esquisita, e sombras também.
35:37
Por mais que a inteligência artificial esteja muito boa na re-- na, na criação e recriação de ambientes, as sombras às vezes se tornam um pouco inconsistentes. Então bate o olho na sombra.
35:48
Então, só pra trazer isso também, uma dica como a gente trouxe da clonagem de voz, analisando os vídeos, pega esses pontos principalmente que você muitas vezes consegue, é, é identificar. E como diz um amigo meu,
36:05
aí não tem jeito, né? É, minha avó até hoje acha que cachorro sabe cozinhar. Porque rolou um vídeo uma vez de um cachorro cozinhando.
36:13
Sempre vai ter, vai ter gente que vai acreditar nos absurdos e muita gente envolve até parte, é, espiritual, religiosa em cima disso, que as pessoas dão mais credibilidade ainda pro, pro assunto.
36:26
Mas é isso, esteja desconfiado sempre que é o melhor jeito. Fique atento. E nunca, é, dê cem por cento de, de credibilidade pra um negócio. Esse ponto foi uma coisa relevante.
36:35
É lógico Porque o gatinho, o gatinho passeando na lua é bonitinho- Bem legal Não vai mudar passear na lua, não vai mudar minha vida Ah, é.
36:42
Tem um que, cara, esse todo mundo jurava de perjunto que era real, eu não sei nem se você sabe ou não, mas uma de que o cachorro escolhe o doa-- o, o quem vai adotar ele Eu já vi isso Aquilo lá é inteligência artificial Já vi isso E todo mundo achando que: "ai, que lindo, o cachorro escolheu o dono".
36:57
Tudo bem, é bonitinho, não vai mudar nada. Não muda nada Tá bom.
37:00
Tudo bem Muda é que segue Mas agora, se for algo relevante, nós estamos falando de eleições, de decisões a serem tomadas, que nem você falou, que muda o futuro de uma nação, da sua família, aí- É, a segurança da tua casa Esteja desconfiado.
37:12
Então, é isso. Agora, voltando pra realidade virtual, realidade aumentada e realidade mista. Hoje existe várias coisas, né.
37:24
A realidade aumentada é você com aparelho, por exemplo, esse copo aqui tá lá no, no Mercado Livre, eu aponto ele, o celular pra mesa e eu vejo o copo aqui, na realidade aumentada O Google Lens é o mais tradicional e o mais- É, o Google Lens ele captura e busca, né?
37:40
Exato A realidade aumentada você vê pela tela do seu celular como se esse objeto estivesse aqui Tá, certo Tá?
37:45
É o contrário, ele traz- Ou por um óculos É isso, ou por um óculos Tá, e não só isso, mas na realidade ampliada, muitas vezes ele, ele é utilizado em, por exemplo, você tá com óculos que tem realidade ampliada, você tá num país diferente.
37:57
Você mira ou você foca numa estátua, aí ele traz a história dessa estátua Isso, aí é legal, exatamente. Isso é muito bom. Então você vê uma outra realidade por meio de um dispositivo, né.
38:09
Tem a realidade mista, em que são aqueles óculos, é, que são maiores, normalmente, esses óculos comuns num, num faz isso, mas que você mistura, você continua vendo a realidade, mas são adicionados outros objetos, sobrepõe, você começa a ver.
38:24
Tem jogos que funcionam assim, que são bem legais E aí tem uma tendência, Pa-- só colaborando com essa visão, tem uma tendência que pra mim, seria a forma mais lógica de evolução, é do celular vir pra cá Isso, já tá acontecendo Né?
38:36
Porque nós tamos aí observando numa sociedade majoritariamente sedentária, você começa a ver pessoas com, com uma, com uma grande distorção fisiológica, né, não só de pescoço, né, de- É verdade De coluna, de postura, né, a situação postural.
38:54
E principalmente nos dedos, que é algo que eu, que eu já comentei com o Diogo já. Eu, eu comprei um tecladinho pra colocar o meu, o meu notebook no suporte maior.
39:04
Quando eu tô conectado numa televisão, eu fico com dois monitores, mas um teclado menor, aonde eu, eu utilizo ele pra fazer a digitação, pra ter uma ergonomia mais adequada, né, uma postura melhor.
39:16
E eu utilizo muito o atalho de voz. Então é uma tecla de atalho que você aperta no teclado e você fala e ele digita, é o que a gente chama de text to speech. Speech to text, melhor dizendo.
39:27
Você fala e o computador escreve Transcreve, é Que existe um atalho pra todos os computadores, né, Diogo?
39:32
É o Windows H Se você apertar a tec-- segurar a tecla Windows e apertar o H, tecla Windows, essa que fica do lado da barra A, fica entre o, o- O
39:42
Alt e o Ctrl É, o Alt e o Ctrl, o Alt e o Func, essa bandeirola do, da Microsoft- É a janela Nos notebooks, pelo menos da Microsoft, né.
39:49
Você aperta o, o Microsoft, o a, o Windows- Windows H H e vai aparecer pra você essa funcionalidade do próprio Windows, ela é nativa do Windows, que é você abre um documento, por exemplo, ao invés de você ficar digitando e erra, volta e corrige, etc.
40:04
Não, você vai falando e ele vai digitando pra você no Drive, no Google Drive, funciona muito bem essa funcionalidade.
40:12
E aí quando cê vai falar exclamação, cê fala ponto de exclamação, ponto final, ele vai-- vírgula, ele vai colocando a vírgula e vai colocando os pontos e vai deixando todo o texto o mais formatado possível.
40:23
Você falando com óculos na tua frente, né, isso vai, vai pra muita coisa, né. Eu já vi gente projetando teclados virtuais na mesa, aí digitando na mesa, ou seja, mas a preocupação não é essa, né, Diogo.
40:37
A preocupação é, se você nunca usou um óculos de realidade virtual, eu, eu recomendo que você utilize antes de dar isso prum filho seu.
40:45
Eu já tive já alguns anos atrás numa promoção da Samsung, eu comprei um S alguma coisa, um telefone no passado, e eu tinha o direito de escolher um brinde.
40:54
Um dos brindes era um óculos de realidade virtual É aquele que cê colocava o celular dentro, né? Exatamente.
40:58
Você colocava o celular dentro do óculos e tinha um aplicativo, um VR lá, um aplicativo VR próprio para Samsung, e aí você emulava, é, diversos vídeos.
41:12
E, e, e eu brincava com as crianças, eu tenho vídeo em casa gravado das crianças até hoje fazendo essa experiência. É muito bom Eu imergia as crianças numa experiência, fone de ouvido
41:22
pra ouvir a trilha e nada mais, e o, e o, e o, e o óculos.
41:27
Pessoal, é o seguinte: depois de alguns momentos dentro daquele, daquele ambiente, a mente já não consegue mais discernir o que é verdadeiro do que não é verdadeiro.
41:38
É isso aí E as crianças, eu colocava, às vezes, tinha um, tinha um-- eu brincava com eles que tinha um, um trailer do Tubarão, um filme do Tubarão, que cê tá dentro d'água e aquela trilha tensa e você vê o movimento, assim, aquela coisa meio turva, escura, não suportavam ficar com aquele óculos É, não dá Trailer de filme de terror e tudo mais.
41:56
O que que, por que, por que que eu tô dizendo isso tudo? Porque a proposta que vem por aí é criar uma vida com o corpo perfeito, ideal- É, isso aí. Esse é o problema Com o carro que você quer, que nem o Diogo.
42:10
No caso do Diogo, o Diogo tem uma Ferrari mesmo, mas nesse vídeo que ele criou, ele tinha uma Ferrari dentro do mundo digital, ele cria uma casa maravilhosa dos sonhos, né.
42:19
Você vai conseguir construir aquilo que na vida real é muito difícil, de uma forma muito fácil. E aí você compra roupas, você compra produtos, você compra-- você tem uma vida.
42:30
E outra, se você sai desse ambiente, a vida continua rodando, você tá perdendo.
42:36
Diogo, fala um pouco sobre as, os, as preocupações que principalmente o pai de jovens precisa ter nesse momento Bom, graças a Deus que não, não vingou o metaverso, né? Por que que eu tô falando isso?
42:49
Eles tentaram de todas as formas colocar todo mundo ali dentro do metaverso, aproveitaram a pandemia e eu me amarrava, achava o máximo aquilo lá, ainda acho legal, mas é isso, né?
43:03
Uma coisa é você estar consciente daquilo que você tá fazendo, outra coisa é você colocar uma criança numa brincadeira que a realidade começa a ficar turva diante aos-- diante dos olhos dela, né.
43:14
E aí entra um pouquinho, não só da realidade virtual, que é a terceira realidade que a gente tá falando, né, da, da aumentada, a mista e a virtual. A virtual é 100% virtual.
43:23
Muitas vezes ela não precisa nem ser tão realista, mas você tem um bonequinho, um avatar, que é chamado um avatar seu, em que você tem um outro mundo 3D e que você interage com ele e tudo.
43:34
Tudo bem, até então, que nem o Marco falou, uma experiência que eu fiz com meus filhos, muito legal.
43:39
Hoje em dia, é, já evoluiu muito, que cê não precisa do celular, cê tem o próprio óculos, que a, a definição é muito melhor, é, a ergonomia e tudo pensado pra não pesar tanto sua cabeça.
43:50
Então já tem tudo, inclusive pra produtividade. Eu tenho muita vontade de, de ter. É, tem o Meta Quest, que é da Meta.
44:00
Porque, cara, cê coloca aquele óculos e você projeta a tela do seu computador no óculos e você transforma aquilo numa tela gigante, você pode dividir em três telas.
44:08
Então, pô, cê tá aqui, cê pode tá com o seu próprio teclado trabalhando ali e tal, uma tela gigante. É claro,
44:15
eu tenho certeza que isso vai cansar muito a vista, vai cansar, dá enjoo pra quem não tá acostumado, porque igual o Marco falou, em pouco tempo, o cérebro já não consegue distinguir mais se aquilo é realidade ou não.
44:27
E aí você tá em movimento no lugar e o seu corpo tá parado, o cérebro começa a falar: "Opa, tem alguma coisa errada aqui." E aí ele começa a ficar tonto, porque ele não sabe.
44:35
Tem aqueles vídeos engraçados que a gente vê das pessoas caindo com o óculos. "Pô, que pessoa boba, lá. Como é que ela vai cair?" Não, cara, o cérebro realmente dá uma, uma bugada lá.
44:44
Então, mas qual que é o principal problema, que é o que o Marco comentou? Isso não é só na realidade virtual, tá?
44:51
Em, é, em alguns jogos, e eu passei por jogos parecidos, por exemplo, na pandemia, eu, eu, eu quis ter essa experiência de ver, vivenciar como é que é, né.
45:01
É, tem um jogo que é famosíssimo, um dos mais vendidos no mundo e de todos os tempos, que é o GTA, o GTA 5 em específico. Eles criaram uma modificação, que é chamado de mod, né.
45:13
É, a comunidade criou um mod pro jogo, em que você consegue jogar ele online.
45:19
Já tem o GTA online, só que cada personagem do jogo, quando você joga ele, tem lá o policial, tem o bombeiro, tem o bandido, tem o, o não sei quem, o advogado, não sei o quê, que
45:33
aquilo lá você só interage com eles, é chamado de NPC, né. NPC é "Non-Player", é, "Non-Playable Carter", personagem não jogável, que você só interage com ele no jogo.
45:44
E aí a modificação que fizeram é: você pode ser um desses personagens. Então você cria um ecossistema inteiro, uma cidade.
45:51
Aí tem prefeito, tinha o, o governador, aí tinha o juiz, o advogado, os policiais, os bombeiros, o médico, o psicólogo. Então cada coisa dessa aí era uma pessoa- Respondendo pelo- Jogando e conversando com os outros.
46:09
E conversando mesmo, né. Então cê chegava perto da pessoa, cê escuta o que a pessoa tá falando: "Oi, e aí, tudo bem e tal? Ô, me ajuda aqui." E aí você tinha o vendedor de carro, aí cê tem o mecânico, cê tem tudo.
46:20
Só que chega um ponto, que se você não tá preparado psicologicamente e se deixa levar por isso, você fica preso naquilo. E aí é o que a gente tem que tomar cuidado com as crianças. Por quê?
46:32
Cê vai criando uma realidade paralela igual o Marco falou, que por mais que não seja uma realidade virtual, uma realidade aumentada, seja na tela do, do, de um videogame, do computador ali. Quando você se desliga dali,
46:46
que você precisa voltar pra sua vida real, a sua vida não tá tão boa quanto é lá dentro. É. E outra coisa: aquele jogo online não para.
46:56
E você começa a pensar: "Meu amigo tá lá, tá fazendo mais dinheiro, tá comprando o carro tal, e eu preciso voltar pra lá, porque senão vou ficar sem aquilo."
47:05
E aí você começa a dar menos importância pra sua vida real e mais importância pra virtual, por quê? É muito mais fácil você conquistar as coisas no virtual.
47:14
E vou complementar- Isso dá uma, uma- Complementar dois, dois aspectos que eu acho muito importante da gente tá sempre atento, senhores. Primeiro,
47:22
é, eu não sou especialista nesse assunto, mas eu tenho uma, um forte sentimento de que a mesma região do cérebro susceptível ao vício, como você tem hoje, é, milhões de pessoas, diria eu, viciadas no Tigrinho- É Né?
47:38
Nas bets, é, tão viciados.
47:41
Pessoas que utilizam, salvo engano, se eu, se eu não estiver equivocado, o último dado que eu vi foi que o brasileiro está usando três bilhões de reais de recursos do Bolsa Família pra jogar nas bets. É isso aí.
47:55
Veja se isso faz sentido em qualquer país com mínimo de dignidade.
48:00
Uma pessoa que tá dentro de um projeto assistencialista pra que ela tenha dignidade, pra que ela não passe fome, ela tá usando recurso para jogar em jogos de azar. Veja se faz algum sentido na cabeça de alguém.
48:13
E aí, assim, uma criança que ainda não tá com o cérebro totalmente desenvolvido, nós estamos criando um vício nela.
48:19
E quando ela sai do jogo, cria de alguma forma, mais uma vez, não sou especialista nesse sentido, posso estar, é, exagerando de alguma forma, mas eu tenho a percepção com o conhecimento que eu tenho até hoje na minha vida, de que você vai criar uma abstinência nessa criança.
48:37
É. Depende do jogo. Tem jogo que é saudável, que é divertido, que, que estimula pensamento rápido. Mas é imersivo, Diogo Não, não. Depende do jogo Sendo totalmente digital e imersivo, você troca a realidade. Isso.
48:53
E quando você troca a realidade por uma realidade melhor do que a sua, quando você volta pra sua- Melhor, mas fa-- aquilo se, é cada vez pior É, é um, é se-se- A realidade- É um mal É cada vez pior, exatamente.
49:02
Por mais, uma coisa é, veja só, uma coisa é você utilizar os óculos de realidade ampliada pra você, por exemplo, como existem em algumas empresas, você olha pra uma máquina e ela mostra pra você a, a peça que você precisa substituir, ela, ela te dá o passo a passo- É, isso é legal demais De um, de um procedimento técnico através do óculos.
49:23
Isso é sensacional. Isso é misto, porque você tá olhando a realidade e tá olhando o digital sobreposto. E aí vem aquilo que me preocupa grandemente. É, hoje o Brasil tá no 5G, ok? Licitando aí pra 6G, etc.
49:37
E as pessoas escutam isso como se fosse nada, né? A China hoje, pelo que se fala no mercado, está em 10G. Já está operando em 10G.
49:48
Operar em 10G tecnologicamente é estar quinhentos anos à frente, praticamente, do Brasil, em tecnologia e ampliação. Por que que eu tô dizendo isso, senhores?
49:59
Porque lembra que eu comentei há pouco que o óculos que eu comprei aí alguns anos atrás, eu tinha que colocar o meu telefone na frente?
50:06
No momento em que eu tenho uma conectividade, né, um Wi-Fi, né, uma, uma conexão de cinco, 6G pra cima, o próprio óculos, o próprio óculos, ele é apenas uma casca aonde vai emular a imagem num servidor à distância.
50:23
Ele tem velocidade suficiente pra lá e voltar. É, não precisa do hardware todo no- Não precisa do hardware. E aí eu vejo o seguinte, como a gente falou desde o princípio do nosso episódio, né.
50:33
Se você usar para o bem, maravilha. Imagina você ensinar um adolescente sobre o Império Romano, História, aula de História, Império Romano. Ele vivendo, vivenciando tudo aquilo, né. Você vivendo. Não esquece nunca mais.
50:45
Nunca mais. Você cria um vídeo, e aí, e aí tem todo um novo, uma nova empresa surgindo, né, fortalecimento das empresas que são criadoras de conteúdo pra esse tipo de, de, de equipamento.
50:56
E você assistindo à História, vendo uma molécula, vendo o DNA, vendo a vida se formando no útero, a c-- a, a, a, a criança se formando, as divisões celulares, como é que cê pode esquecer o negócio desse?
51:09
O que que cê acha? Faz uma análise na tua cabeça. Você vivenciar esse processo todo dentro de uma realidade virtual ou alguém escrevendo numa lousa- Tá, esquece Numa lousa de vidro com uma caneta preta. Esquece.
51:20
Fala pra mim o que que cê acha que, que, que fixa mais. Esquece.
51:23
E outra, né, é, os adolescentes, as crianças tão cada vez com pensamento mais rápido, cada vez mais acelerados, consumo de conteúdo curto, cada vez mais em alta, isso traz ansiedade.
51:36
Então, cê pega o professor escrevendo assim, cara, primeira linha já dispersou totalmente, esquece, cara, já perdeu o aluno, esquece. Sim. Então, são coisas que vão aparecendo, sendo bom ou ruim.
51:49
Essa ansiedade, obviamente, é muito ruim, esse consumo de, o, o, o consumo de, de conteúdo rápido tá trazendo uma superficialidade pras pessoas muito alta, porque
52:00
ela acha que viu aquele vídeo, já aprendi, pronto, já sei sobre aquilo, próximo assunto, já sei, próximo assunto. E, na verdade, não sabe nada no final das contas.
52:07
É, e acrescen- Não se aprofunda nada E acrescentando isso antes que eu me esqueça, é um, é uma informação muito, muito importante.
52:12
Os especialistas, os pedagogos do mundo todo, eles dizem o seguinte: é, nós estamos perdendo o contato, as crianças, os jovens estão perdendo o contato com a escrita em papel. É verdade.
52:24
E segundo eles, a escrita em papel, ela tem uma- Ativa diretamente o cérebro Ela tem uma, uma, uma função de ativar o conhecimento, o registro, que a gente chama muitas vezes de foco no assunto, né, é que o digital não possui.
52:40
É. E aí o que que acontece? Pela primeira vez na história da humanidade, uma geração não supera a outra em QI. Pois é. Nós, hoje, pra quem não sabe, você pode pesquisar aí, tá? É uma regredida, né?
52:52
Você pode pesquisar aí. O QI médio do brasileiro hoje é equivalente ao QI do chimpanzé. Do chimpanzé. Estamos na casa do QI médio brasileiro, na casa dos oitenta pontos. E isso é alarmante. É.
53:08
E aí existe todo, né, no nosso sentimento, todo um movimento que aí vem da política, que não tem interesse em ter uma população muito especializada, muito esperta, muito atenta às informações, que consomem, é, conteúdo de uma forma rasa, superficial e impactada por um, por uma, por uma fonte que não tem preocupação em checar.
53:31
Tudo aquilo que a gente falou até aqui agora, né. É, isso. Não tem preocupação em checar e nem ensinar de verdade, é só produzir o conteúdo e ganhar like e visualização. Olha que, que ciclo vicioso terrível, né.
53:41
Você emburrece a população, soca qualquer informação, diz pra eles o que é verdade e controla o que ele quer, o que ele pensa- O que faz E o que ele decide, principalmente no que diz respeito às eleições.
53:52
É, e o próprio algoritmo na rede so-- rede social já favorece isso, porque a partir do momento que cê vê muito sobre um assunto, ele vai te mostrando sobre aquele assunto cada vez mais. Exato.
54:01
E você fica preso- Exato Numa caixa que parece que só existe aquilo. Exatamente. Vira a tua nova realidade, né. Vira a nova realidade.
54:08
E, e inclusive até quem produz conteúdo e faz conteúdo pra internet, se não tomar cuidado, tem muita gente que entra em depressão, em parafuso, em paranoia por conta disso.
54:18
Porque cê acha que todo mundo já sabe ou já entende aquilo que você quer falar, porque cê só vê aquilo. Então cê só vê pessoas que falam sobre aquilo. Pois é.
54:27
Esses dias aqui eu f-- no, no último episódio, a gente falou sobre a Thaíse Tavares. Eu, eu nunca tinha ouvido falar dela antes de ver o primeiro vídeo dela, que estourou.
54:36
Aí o vídeo da Lamborghini dela estourou a bolha e apareceu pra outras pessoas que...
54:41
Cara, eu não sabia que existia uma pessoa tão influente nesse meio de, de venda, de, de, dessa, dessa parte de customer experience, de atendimento. Aí cê fala: "caraca!"
54:51
Então, existem tantas coisas fora do que a gente vê Que, que a gente fica preso realmente numa caixinha Mas quem decide o que você vai assistir é um algoritmo aí- Exato Você não tem nem esse direito. Isso.
55:03
Você voltou a ficar preso à programação da televisão da década de setenta e oitenta. Isso, antigamente, antigamente, é que as coisas passam tão rápido, né? Muito rápido.
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Mas quando a internet começou a ficar, é, acessível a todos, cê tinha que digitar www.uol.com.br. Aí cê ia no site da UOL, ia ver uma notícia: "Deixa eu ver no Terra" www.terra.com. Aí cê ia, você ia atrás.
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Hoje, cê abre o seu lar, clica no aplicativo, já apareceu o conteúdo na cara. Aí cê: "Opa, já vi, vi outro". Aí, ou seja, cê não tá decidindo o que cê vai ver. Exatamente. E por isso que vicia. É o mesmo
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no cérebro, é a mesma coisa do que um caça-níquel. Você não sabe o que vem depois, tem a surpresa, tem o sentimento de que que vem agora. É o scrolling, é o scrolling que a gente chamou, né? Então é isso. Bom,
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de novo, né, como a gente já falou em outros episódios, a gente não quer ser o cavaleiro do apocalipse, porque a gente trabalha com tecnologia também.
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A gente sabe que ela pode trazer muitos benefícios pra empresários, pro dia a dia das pessoas. Produtividade. Produtividade.
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Mas como tudo na vida, a gente tem que usar com responsabilidade e tem que saber dos perigos disso, né? Porque principalmente pros nossos entes queridos, que é o que a gente procurou trazer hoje, né?
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Pessoas que não têm tanto acesso, uma pessoa mais velha que não tem tanto essa, essa visão sobre o que é, e a pessoa mais nova que, que ainda não tem a maturidade pra assimilar isso.
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E a gente que tá nesse meio do caminho, acho que é obrigação nossa tentar trazer isso. Sim.
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A gente sentiu a alegria de trazer esse conteúdo pra vocês, um conteúdo em que daqui por diante, a, todos em vulnerabilidade social de alguma forma, né, quer seja por experiência, maturidade, ou quer seja por, por falta de acesso a um conteúdo de melhor qualidade, vão estar exposto a coisas que podem trazer algum tipo de risco.
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Exatamente. Então atenção, cuidado sempre é bom.
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Se você tem alguma dúvida, se alguma coisa ficou aí latente na tua cabeça, uma preocupação ou queira compartilhar conosco, primeiro curta, comente e compartilhe dentro dos nossos vídeos, que isso fortalece o nosso canal e a gente acaba- Até temas pro próximo episódio Chegando a mais pessoas, né?
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Outra coisa também, participe sugerindo novos temas para nós. " Olha, queria saber mais sobre isso. Isso aqui que cê falou, não entendi direito. Eu discordo disso, a minha visão é outra."
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Aqui é um canal verdadeiramente democrático.
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Então assim ó, pra encerrar o nosso, o nosso momento de hoje, não deixe de curtir, comentar e compartilhar esse vídeo com as pessoas que você gosta, que acha que esse conteúdo deve chegar. Sugira pra nós algumas pautas.
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Nós vamos deixar aqui abaixo todo aquele conjunto de informações que a gente sempre deixa, as nossas redes sociais, nossos contatos pessoais, contato da empresa, enfim, participe, colabore, porque tudo isso que nós fazemos, nós fazemos para você.
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É isso aí, sempre pensando no benefício do próximo, de terceiros, de todos que tão assistindo aí. Deixa seu, seu curtir aí, o like, clica no joinha, se inscreve no canal da Browse AI.
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Não sei se é a primeira vez que, se você tiver vindo aqui, se inscreve aí, deixa seu likezão, comenta aqui, é, como o Marco já disse, sugestões, se você gostou, se não gostou, e perguntas, e tá tudo aqui na descrição se você quiser falar conosco também, tá bom?
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Então um abraço. Tem vários episódios do podcast aqui, procura aí. No passado a gente falou sobre atendimento ao cliente, tá muito legal também. Confere aí e não sai do vídeo. Tamo junto, um abraço. Até a próxima.
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Até a próxima, pessoal. [música de encerramento]
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